Princípios
Tratamento com DUPLO FOCO: no desenvolvimento COGNITIVO e nos fatores EMOCIONAIS que intervêm nos resultados escolares, nas condutas e atitudes do paciente frente à aprendizagem e nas relações sociais (interpessoais)
Cada um chega ao consultório com uma
“BAGAGEM” específica que traz dos anos
anteriores
(suas aquisições e defasagens)
Cada um tem a SUA PRÓPRIA HISTÓRIA DE DIFICULDADES e traz consigo a EXPERIÊNCIA EMOCIONAL de não estar atingindo as expectativas de si mesmo e as dos outros (família, professores, etc.)
Conduzir o paciente a se inserir em uma escolaridade regular e retomar o curso normal de sua evolução.
Maximizar o POTENCIAL DE APRENDIZAGEM de cada um.
Estimular o paciente a caminhar, gradualmente, da DEPENDÊNCIA PARA A AUTONOMIA, da AUTOESTIMA NEGATIVA para um SENTIMENTO DE COMPETÊNCIA.
RETORNO a noções e procedimentos básicos, evidenciados nos resultados da avaliação preliminar, para que o processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO possa prosseguir evoluindo, abrangendo as áreas fundamentais do CONTEÚDO ESCOLAR e outras DIFICULDADES ESPECÍFICAS a serem tratadas.
Para intervir no PROCESSO DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO de um indivíduo é preciso considerar certos PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
De acordo com Piaget, em sua obra – O Nascimento da Inteligência na Criança – (1978), “a aquisição de conhecimentos não se restringe a um simples registro de informações externas que se imprimem na mente da criança como numa chapa fotográfica, nem tampouco consiste em um simples processo de acumulação de informações, transmitidas verbalmente, e armazenadas na memória”.
Entende-se, portanto, que a memória exerce uma FUNÇÃO importante no processo de aprendizagem, na medida em que o indivíduo dispõe de mecanismos de ORGANIZAÇÃO INTERNA que sejam capazes de ASSIMILAR (interpretar) o CONHECIMENTO NOVO (informações provenientes do mundo externo) e integrá-lo aos anteriores já existentes. É esse FUNCIONAMENTO MENTAL que confere SIGNIFICADO E COMPREENSÃO AO QUE É APRENDIDO.
Observa-se que grande número de crianças e adolescentes se apoia nos mecanismos de MEMORIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES, que funcionam como mudanças momentâneas e provisórias, as quais não se sustentam, ao longo do tempo, por falta de COMPREENSÃO REAL. Portanto, na etapa de INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA torna-se fundamental substituir a aprendizagem mecanizada através de procedimentos que favoreçam uma ASSIMILAÇÃO SIGNIFICATIVA E DURADOURA.
Estimular o desenvolvimento de habilidades metacognitivas – as chamadas funções executivas – que se referem aos recursos e estratégias mentais, contribui para o êxito em uma ampla variedade de tarefas, a saber:
Entendemos a utilização de TÉCNICAS LÚDICAS como facilitadoras do PROCESSO DE APRENDIZAGEM.
O JOGO é uma atividade estruturada, com instruções e regras a serem seguidas, podendo ser usado em uma grande variedade de CONTEÚDOS ESCOLARES e nas atividades que desafiam o PENSAMENTO LÓGICO.
O BRINCAR desperta INTERESSE, MOTIVAÇÃO, ATENÇÃO, FOCO e a prática de estratégias mentais importantes para se antecipar um resultado, ou mesmo, modificar uma estratégia, substituindo-a por outra mais EFICAZ. Desperta também o DESEJO de atingir um objetivo com sucesso. O PRAZER DE JOGAR diminui a tensão emocional, favorecendo a tranquilidade e o bem-estar da criança no ambiente.
ATIVIDADES como DESENHO, PINTURA, DRAMATIZAÇÃO, LEITURA E CRIAÇÃO DE HISTÓRIAS também atuam como expressão das emoções do paciente.
O uso de MATERIAIS CONCRETOS especializados desperta na criança o INTERESSE, a CURIOSIDADE e a NECESSIDADE DE EXERCITAR A PRÓPRIA CAPACIDADE. As ações da criança sobre estes materiais, tanto nos jogos como na realização de atividades específicas, são relevantes para que ela alcance, gradativamente, níveis mais elevados de ABSTRAÇÃO e, portanto, do DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL, quando o concreto deixa de ser tão necessário.